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44 anos do caso Araceli: um crime que chocou o Brasil

Em 18 de maio de 1973, uma criança, menina, de apenas 08 anos de idade, saía de casa, cheia de vida, sonhos e esperança


- Divulgação

Em 18 de maio de 1973, uma criança, menina, de apenas 08 anos de idade, saía de casa, cheia de vida, sonhos e esperança, rumo à Escola São Pedro, na praia do Suá na Capital do Estado. Seu nome era Araceli, que veio ao mundo no dia 02 de julho de 1964. Neste dia, a mãe de Araceli pediu que ela saísse mais cedo da escola. Ao sair, foi vista por um adolescente em um bar, que segundo relato do depoente à polícia, a menina estava brincando com um gato dentro do estabelecimento. Depois disso, Araceli não foi mais vista.

Araceli foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada. Depois de ser morta, o corpo de Araceli foi desfigurado e deixado em avançado estágio de decomposição próximo a uma mata, afrontosamente, atrás do Hospital Infantil de Vitória.  Após tanto tempo, a morte de Araceli é um mistério. Polícia, suspeitos e familiares se deparara com diversas versões do crime. O processo, após julgamento e absolvição dos acusados, foi arquivado. Os acusados julgados e culpados desse crime receberam como punição uma homenagem com nome de Rua na Capital do Estado do Espírito Santo.

A morte cruel de Araceli traz na temática do 18 de maio a abordagem de um tema muito complexo atualmente: o abuso sexual. O termo abuso sexual é utilizado de forma ampla para categorizar atos de violação sexual em que não há consentimento da outra parte. Fazem parte desse tipo de violência qualquer prática com teor sexual que seja forçada, como a tentativa de estupro, carícias indesejadas e sexo oral forçado. A maior parte das vítimas de estupro é constituída de crianças e adolescentes, em torno de 70% dos casos denunciados. Os agressores mais recorrentes são membros da própria família ou pessoas do convívio da vítima.

Somente uma parcela dos casos de abuso sexual, incluindo os assédios, chega ao conhecimento dos órgãos responsáveis por investigar os crimes sexuais. A conscientização sobre a necessidade de denunciar esses casos é fundamental para que mais agressores sejam punidos. É importante lembrar que a culpa não é da vítima, independentemente do cenário em que ocorra a agressão sexual. Culpar a pessoa que foi assediada em seu trabalho ou estuprada por alguém só aumenta o sofrimento e não ajuda na diminuição dos crimes contra a dignidade.

O Disque 100 é um canal para denúncias de diferentes violações dos Direitos Humanos, entre elas os casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Os dados recolhidos são encaminhados aos órgãos competentes e investigados. A ligação é gratuita, e a denúncia pode ser feita anonimamente.


Leandro Vieira

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