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Como será o amanhã?

Por Almir Forte

07.12.2017

 

 

 

O ano parece não querer terminar, mas finalmente vai chegando ao fim. Como um eterno pesadelo, em uma longa noite, em que até a luz do dia tem medo de romper a aurora e trazer um novo tempo. Enquanto isso o presidente chefe da quadrilha distribui dinheiro público, faz concessões a grandes grupos empresariais e reduz tributos para as grandes fortunas nacionais e internacionais.

 

O objetivo da grande mídia foi alcançado: abrir a “caixa de pandora” e soltar a besta do ódio que estava adormecida no tempo, e agora teima em não se esconder. Ao contrário, essa besta tem seguidores que se orgulham de se expor à luz do dia sem constrangimento nem pudor, como porta-vozes perfeitos. E assim, o ódio passeia livremente pelas mídias sociais como se estivesse nos jardins de suas casas, destilando ofensas, por falta de propostas para tirar o país do atoleiro.

 

Fogem sempre ao debate dos grandes temas nacionais que deverão pautar a discussão nas eleições do próximo ano, para atender a irresponsabilidade de um seleto, mas não diferenciado, e muito menos respeitado, grupo que construiu um golpe contra a nação para entregar nossas riquezas e destruir o nosso futuro.

 

Na verdade, todo esse ódio tem um único objetivo: esconder e escamotear a luta de classes. O massacre da grande burguesia internacional, aliado ao capital especulativo tupiniquim que vai implantando de forma acelerada a ditadura do deus-mercado com uma força descomunal, leva os brasileiros que produzem e vendem sua força de trabalho aos mesmos parâmetros sociais do início do século XX.

 

Enquanto mais de 2900 homens das Forças Armadas sobem a favela carioca para prenderem um único traficante, os agentes da Polícia Federal invadem a UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais – nos moldes do Estado Policial da ditadura militar de 1964, para conduzirem coercitivamente o Reitor, o Vice-Reitor, professores e servidores sob supostas acusações de desvio de recursos na construção do Memorial da Anistia no Brasil, financiado pelo Ministério da Justiça e construído sob a supervisão da Universidade.

 

A história se repete. Na Universidade Federal de Santa Catarina, levaram, sem provas e arbitrariamente, o Reitor Luiz Carlos Cancellier, que humilhado publicamente e proibido de entrar na Universidade a qual dedicou a vida, não resistiu a tamanho vexame e cometeu suicídio.

 

Infelizmente a nação está sendo conduzida coercitivamente por uma quadrilha com interesses nada republicanos. Resultado claro da aventura maquiavélica do Senhor das Trevas que ocupa o Palácio do Jaburu, orquestrado por muitas forças, em todas as esferas, que defendem apenas o interesse do capital. Trouxeram de volta os métodos do DOI-CODI para destruir reputações e consolidar farsas cuidadosamente articuladas. A tortura hoje envolve a condução coercitiva e a execração e exposição públicas.

 

Claro que especialmente para os negros e pobres, e aos de qualquer classe que ainda, por princípios e valores, ousam denunciar os desmandos precisam, a qualquer custo, serem desqualificados. A farsa do governo ilegítimo e sua doutrina do Consenso de Washington e do Macartismo norte-americano do século passado estão aí, firmes e fortes. Por enquanto somos obrigados a conviver com eles. Mas ainda há esperança. O nome da esperança é Manuela D´Ávila.

 

 

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