Home    Colunista    Caroline Fardin    Não é ninguém é o Carteiro

Não é ninguém é o Carteiro

Por Caroline Fardin

12.08.2017

 

 

 

Ela estava a espera escusa e incessante da sua conta de água chegar. Mas que demora, o correio atrasou dessa vez. Em outra casa, na esquina seguinte, o rapaz estava animado, pois, sua fatura do cartão de crédito chegara no dia certo e não terá que pagar os juros.

 

Em outra cidade, outra rua, outro país o correio sempre irá atrasar ou chegará no tempo correto. Quem faz o trabalho de andar pela cidade distribuindo, cartas, encomendas, sorrisos e saudações, é o carteiro.

 

Certo dia um carteiro tinha a tarefa de entregar uma carta, em um lugar renomado, como de costume, ele batera na porta e disse: “não é ninguém, é o carteiro”. Porém, aquele dia a senhora da casa mandou que ele entrasse para poder dividir com ela, uma xicara de café. E em suas conversas ela perguntou o porquê de ele chegar nas casas das pessoas afirmando que não era ninguém, é o carteiro. Ele virou e respondeu:

 

- Chego em inúmeras casas, as pessoas estão sempre ocupadas, o de sempre, eu necessito de somente entregar minha encomenda e pegar a assinatura, coisa simples que não merece uma entrada triunfante.

 

A moça, indignada replicou:

 

- Não, você está errado, a sua função é muito mais que tomar conta das encomendas das pessoas, você comove vidas, transforma nações, com o simples fato de entregar algo a alguém. As pessoas, realmente não param para muita coisa, mas a alegria é transportada sem que se pense nela. Ao entregar uma carta a alguém, você faz feliz quem a recebeu. Embora não tenha escrito, o seu papel foi envia-la, como um pombo correio, antigamente essa era a única forma de comunicação, hoje em dia, uma carta pode ser dispensável ao correio, mas nunca ocioso à sua missão de fazer o outro feliz.

 

Assim, por intermédio dessas reflexões o carteiro foi embora e deixou uma mensagem na porta da casa.

 

“Mesmo que passe por aqui diversas e diversas pessoas, nunca deixe de as retribuir com um sorriso, pois, para glorificar a sua alma, basta uma palavra”.

 

O café daquele dia tinha sido diferente, não era algo do cotidiano dele. As pessoas são irrepreensíveis, como se diz no velho ditado “uma caixinha de surpresas”. Mas sem se incomodar, a cada novo amanhecer, o carteiro irá passar.

 

 

Comentários


(28) 3511-7481

 

es.fato@terra.com.br

redacao@jornalfato.com.br

 

Faça parte de nosso Facebook!

 

© 2016 Jornal Fato. Todos os direitos reservados.