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Uma formula progressista

Por Espaço PHD

09.02.2018

 

 

 

Durantes os últimos meses venho percebendo um movimento quase medieval em especial da sociedade brasileira, opiniões vexatoriamente entrelaçadas a ideais rusticamente analisadas e fundamentadas perante um clima de descrédito da classe publica nacional, essa nevoa pantanosa traz no ar uma mentalidade individualista, onde a falta da proximidade publica nas necessidades mais básicas incita tal raciocínio popular.

 

Vivemos o cisma de um projeto político partidário, contido em um agrupamento de ideais voltadas para um campo ideologicamente marxista, popular e personalista, que durante décadas reuniu sobre sua abóboda lideranças populares, das quais ideais extremamente progressistas, como; o direito e a emancipação de jovens mulheres e negros, além da temática sobre a violência física moral e social contra homossexuais e direito a renda e  habitação, formaram um campo de debate que, tendo claramente muito caminho pela frente, olhavam para traz com alguns passos importantes percorridos, com a ilusão inclusive de uma pequena, porém nítida janela um tanto mais aberta na cabeça da população.

 

A falência desse projeto trouxe ao chão o debate social nacional, fazendo com que a população decepcionada com aqueles que até então eram um farol ideológico, fechassem a pequena abertura de janela mental a cada dia mais. No entanto é necessário refletir, ideais são maiores que pessoas (I²+p), e entidades representativas da mesma forma perpassam o tempo em relação ao individuo (ER∞ + p), ou seja, mesmo que o individuo defensor de uma tese social progressista como, por exemplo, a igualdade racial, se deixe levar pela corrupção, por exemplo, a tese pseudo-defendida nesse modelo deve continuar sendo ferramenta na mão de outros que comunguem do mesmo prisma ideológico de outrora, assim da mesma forma as entidades representativas, como sindicatos, por exemplo, mesmo que aqueles que a representem em um determinado momento se enveredem por um caminho obscuro, a causa levantada, e o organismo representativo em outras mãos, devem continuar a exercer sua tarefa.

 

Desta forma, se faz necessário que a sociedade possa enxergar alem dessa densa nevoa fundamentalista e retrograda, percebendo a diversidade humana a sua volta, e construa um entendimento coletivo, a ponto de entender qual o papel social que lhe é de direito, libertando-se da manipulação da elite teocêntrica, que em verdade nem sempre vivem o que pregam, mas assim o fazem pelo status de fazer.

 

Mediante esses momentos no qual pensamentos movediços tomam conta da mentalidade humana, indico uma equação, na qual possamos retornar a um ponto comum, rumo a um ideal de progresso social, onde (I²) representa os ideais, (p) pessoas, (ER∞) entidades representativas e APC, ações progressistas coletivas, sendo que:

 

*Formula progressista

(I²+ (-p)). (ER∞+ (-p)) = APC                         I²ER∞ = APC

(I²-p). (ER∞-p) = APC

I². ER∞ = APC

 

Deste modo, mesmo as relações políticas sendo uma matéria contida nas ciências humanas, nos apoiamos na matemática, para em tempos que, a visualização das relações sociais e suas fragilidades estejam turvas, possamos voltar ao centro comum de um caminhar em direção a um ponto no qual, a diminuição das desigualdades sociais coletivas sejam o norteador dos debates políticos e sociais. 

 

Thiago Elias Tognere

Licenciatura História. Pós-graduado História do Brasil. Pós-graduando Gestão de políticas públicas e controle social.

 

 

 

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