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Dia de festa

Por Katiuscia Oliveira

14.11.2017

 

 

 

Em meio aos desafios diários que nos são inerentes, vivenciei dias de alegria. Dia de festa!!!

 

No último domingo minha caçula completou sete anos e, neste dia, percebi que, diversamente dos adultos, criança não precisa de muita coisa para ser feliz. Adulto almeja dinheiro, status e reconhecimento. Criança precisa de criança, de quintal e de amor.

 

Criança é feliz quando reúne os amigos para pular, correr e dançar, nem precisa ter comida, bebida ou decoração. Estes são para os pais mostrarem nas fotos, contudo, a felicidade dos meninos se revela mesmo é no estar junto e no poder dividir o marco da nova idade com aqueles que compartilham dos mesmos anseios inerentes à infância.

 

Para não passar em branco o início dessa nova fase da minha pequena, convidei coleguinhas da escola, da Igreja e os primos. Os padrinhos, tios e avós tiveram que ajudar a tomar conta da criançada, afinal, não conseguiria sozinha. Foi encantador ver os “projetos de gente”, chegando, junto aos pais, arrumadinhos, cabelos penteados, alguns envergonhados, mas, com sentimento de que cresceram, pois, por poucas horas, ficariam sozinhos. Contudo, foi mais encantador devolvê-los suados, sujinhos e, numa alegria irradiante, muito cansados.

 

A comemoração começou com chuva e, apesar da decoração e da música, os convidados principais olhavam mesmo era para o quintal do lado de fora, pois ansiavam por gastar a energia que neles é transbordante. Assim, na contramão da previsão do tempo, quando a chuva cessou, todos abandonaram o ambiente festivo e foram fazer o que de fato lhes agradava: jogar bola, balançar, brincar de pique, pendurar em árvore,... Os adultos se cansavam só de ver a cena, mas, contraditoriamente, se maravilhavam por enxergarem que ainda há pureza nesta vida; que ainda há sonho, espontaneidade e que criança, de verdade, não se preocupa com dinheiro, com festa de grande investimento, tampouco se importa em fazer social, mas, é feliz simplesmente por compartilhar da presença de amigos. Crianças que não se conheciam eram incluídas e terminaram o dia com novos amigos.

 

Ao fim do domingo, meu corpo pesava, a coluna dava sinais de que não estava bem, o joelho rangia, mas o coração estava irradiante de ver a felicidade estampada no rosto e no coração da minha caçula. Afinal, agora com sete anos, com a feliz lembrança dos amigos e do dia de confraternização, começa a preparação para os desafios inerentes ao sétimo ano de vida. Anos esses pelos quais sou imensamente grata a Deus.

 

 

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