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Mentira tem perna curta

Por Marilene Depes

11.01.2017

 

 

 

Não sou adepta de mentiras, inclusive considero que nunca deveríamos utilizar dessa prerrogativa, nem em situações constrangedoras. Quando uma pessoa fora de forma, vestida inadequadamente, ou que apresenta algum dom que não possui, nos pede a opinião à seu respeito é melhor calar-se do que mentir. Preferível sentir-me constrangido momentaneamente, do que com a consciência pesada pela desonestidade cometida.

 

Mentir não é atitude inerente ao gênero, porém os homens tem maior facilidade para mentir quando se trata de proteger a si próprio ou a algum amigo de enrascada. Um marido comunicou que ia jogar futebol e como não retornava a esposa começou a ligar para seus amigos, e sua surpresa foi descobrir que ele tinha dormido na casa de todos. Já as mulheres mentem para proteger a si próprias, não fazem muita questão de resguardarem as amigas, inclusive o fato da outra se estrepar é até bom álibi para si, resultado da pouca autoestima de muitas delas. E a capacidade criativa feminina é infinita, bem mais desenvolvida que a masculina, até por questão de sobrevivência.

 

Criança mente por medo de reprimenda e adolescentes para se safar de alguma coisa que aprontou. A classe profissional que mais mente, descaradamente, é a dos políticos. Nem cito os envolvidos em falcatruas -  esses são hors concours, estou falando dos que prometem mundos e fundos nas campanhas políticas e depois não cumprem, simplesmente esquecendo do prometido. O resultado da última eleição, em que foram eleitos tantos candidatos que não são políticos de carreira, foi uma demonstração clara de que o povo não admite mais ser enganado.

 

Cito como exemplo de mentira o acontecido com minha tia, que já idosa decidiu adotar dois meninos. Talvez pela idade dela, que não conseguia mais educar, ou pelo fato dos dois serem levados demais, eles cresceram a enrolando de todas as formas, até desonestamente. Quando foram para o Tiro de Guerra ela teve esperanças de que melhorassem e lá aconteceu o inusitado. Certo dia um deles procurou o sargento e comunicou que a mãe havia morrido e por esse motivo teriam que faltar por algum tempo. O sargento preparou toda a tropa e se dirigiram para a casa da minha tia para participarem do velório. Lá chegando foram recebidos por ela, vivinha da silva. Deu expulsão. Como afirmei, mentira tem perna curta! Marilene De Batista Depes

 

 

 

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