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Elogio

Por Paula Garruth

21.04.2017

 

 

 

Pode dizer que sou linda, amor. Pode dizer que sou gostosa e inteligente, mas não me obrigue a aceitar com um sorriso e agradecer com um beijo. Isso de ser elogiada não cabe direito na minha vaidade. No fundo eu até gosto, mas não sei como agradecer. Elogio se agradece? Mamãe me ensinou a dizer obrigada para tudo. Imagina se eu aprendesse direitinho e dissesse para o primeiro ser que partiu meu coração “obrigada por me ferrar!”. Eu, hem. Obrigada por tudo nada. Mas obrigada você por enxergar o melhor em mim sempre. Até quando sou chata, quando estou de TPM, quando estou ansiosa, quando tenho dúvidas ou quando nem sei o que tenho. Eu te agradeço todos os dias por muitas coisas. E agradeço, em minhas orações eventuais, a sua chegada no meu mundo que nunca foi tão cheio de olhares que brilham e surpresas diárias.

 

Obrigada por seus gestos. Todos eles. Até os involuntários, desses de pegar uma caneta que caiu no chão. Obrigada por não dizer sempre tudo o que pensa para não me magoar. E obrigada porque quando magoa você me abraça e pede desculpas. Obrigada por beijar meus olhos quando não sabe mais o que fazer para que eu sossegue um pouco essa minha mania de ser tão rígida comigo.

 

Se continuar me elogiando não saberei o que dizer. Mas no meu silêncio sem graça gostarei, como sempre gosto. Não me poupe do quanto me ama nunca. E pode até exagerar um pouquinho. Seja superlativo mesmo que eu finja vergonha. Exagere nos verbos e adjetivos ao pé do ouvido que meu corpo vai retribuir.

 

Agora chega mais perto e permita que eu seja sincera. Você é o moço mais lindo do mundo. E quando fecho os olhos e escuto sua respiração acho ainda mais.

 

 

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