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Menos da metade do recurso é repassado à Reviver

"Dos R$ 60 mil, que já estavam atrasados, apenas R$ 15.306,68 foram repassados nesta sexta para AATR".

01.01.2017

 

 

 


 

Reportagem/edição: Roney Moraes

 

A Prefeitura e Câmara Municipal de Mimoso do Sul não cumpriram com o convênio firmado para que a Associação de Apoio Terapêutico Reviver (AATR) tivesse condições mínimas para cuidar dos idosos e deficientes que foram desalojados em 2015 por ordem judicial de uma instituição no município. Dos R$ 60 mil, que já estavam atrasados, apenas R$ 15.306,68 foram repassados nesta sexta para AATR.

 

De acordo com a coordenação da AATR, os R$ 60 mil, somados, são para pagar compromissos de fornecedores e os salários dos colaboradores. O que acontece é que esta novela não tem como mais ser assistida sem que os atores, no caso os acolhidos e os funcionários, fiquem prejudicados.

 

Na última sexta -feira (30), dos R$ 20 mil restantes  referentes ao mês de dezembro  do convênio com as casas lares de idosos e residência inclusiva, a prefeitura repassou o valor de R$ 5.306,68. Mesmo com sob pressão e lobby para que a Câmara Municipal aprovasse o parcelamento do Iprev (Instituto de Previdência dos Servidores).

 

A Câmara Municipal de Mimoso do Sul não cumpre o compromisso desde novembro e do montante acumulado em R$ 40 mil, apenas R$ 10 mil foram repassados.

 

Em rede social a prefeita garantiu que se os vereadores votassem o parcelamento do IPREV, o repasse integral seria feito nesta sexta, o que não ocorreu.

 

Conforme a coordenação do Centro Reviver de Estudos e Pesquisas sobre Álcool e Outras Drogas (Crepad), houve uma coação para que a AATR interferisse no processo político sob ameaça do não cumprimento do acordo. Nem com os apelos dos funcionários para que a prefeita não ficasse inelegível, caso não conseguisse parcelar o Iprev, foi suficiente para que a palavra fosse mantida.

 

Flávia chegou a sugerir uma imediata conversa com Marcelo Pessanha para fazer uma ponte com o novo presidente.  “Eu posso deixar o processo como resto a pagar de exercícios  anteriores, para pagar em Janeiro”, jogando a responsabilidade para a administração vindoura.

 

A coordenadora geral da AATR, Érika Lopes Faria, respondendo aos apelos da prefeita, disse entender todas as dificuldades. Porém, a Reviver não pode arcar com as dívidas do hospital, Iprev, etc. “A nossa parcela é irrisória em comparação às das demais Instituições”, ressaltou.

 

O caso é grave, pois o valor não dá para pagar funcionários, fornecedores e manter a alimentação dos acolhidos (responsabilidade da prefeitura). As coordenações estudam a melhor forma para resolver a situação. Caso continue poderá entregar os serviços de cuidado dos idosos e deficientes à prefeitura.

 

Resposta

Em nota oficial a Prefeitura Municipal de Mimoso do Sul informou que a Câmara Municipal não pode devolver recursos nesta semana em razão do fechamento do exercício financeiro do ano de 2016, se ajustando, assim, às exigências legais. Por outro lado, o Município não pode repassar o valor remanescente do Convênio em razão da indisponibilidade do montante proveniente da repatriação, que só estará disponível no dia 02 de janeiro de 2017. "Ressaltamos que o Município não está apático à situação dos idosos da nossa cidade e, em tempo, destacamos que eles merecem a atenção do Poder Público, porém, dentro das possibilidades da gestão", descreve.

 

A prefeitura disse que o dinheiro está em conta, não foi pago por questão contábil.

 

 

"Corruptos estão a serviço de satanás", diz padre

O presidente da Associação de Apoio Terapêutico Reviver (AATR) Padre Gilberto Roberto Silva disse, no grupo, que injustiça é paga com a desgraça dos homens e mulheres injustos. E acrescenta:  "vocês injustos que se deixaram corromper pelo poder político esquecendo os pobres e menores serão devorados pelo demônio por estarem a serviço de satanás. Tenho pena de vocês e clamo ao Senhor Jesus que haja com misericórdia. Perversos e mentirosos. Que decepção", lamentou.                      

 

"Quando lembro tudo que a Reviver (e eu em particular, inclusive) fez para livrar a Prefeita de pagar multa, responder processo e até ficar inelegível, todas as idas e vindas do Ministério Público... Tudo que nós fizemos... E no final até torcer e pedir a favor do parcelamento da dívida (que se arrasta há anos) do IPREV, me dá repulsa de certos políticos", disse a coordenadora geral.

 

Segundo Érika, A Reviver foi usada numa desculpa barata por interesse próprio. "Deveríamos ter virado às costas, exatamente como fazem nesse momento. São 37 famílias que não receberão seus pagamentos em dia, por má fé de políticos que confiamos", ressalta.

 

 

 

 

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