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Idoso morre após esperar por leito de UTI em Itapemirim

20.04.2017

 

 

 

 

Foto Alessandro de Paula

 

Redação

 

Um idoso de 76 anos morreu na manhã de quarta-feira (19) no Hospital Evangélico de Itapemirim, o antigo Hospital Santa Helena, após esperar vários dias por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de outro hospital. E o pior é que havia ordem judicial obrigando o Estado ou o município a proceder a transferência.

 

João Silva foi internado no dia 26 de novembro. Médicos concluíram que ele precisava ser submetido a uma cirurgia para retirada de pedra na vesícula e no canal do fígado, mas devido problemas de saúde, como pressão alta e diabetes, teria que ser encaminhado a um hospital com estrutura de UTI.

 

Como não conseguia vaga em outro hospital, a família de João Silva entrou com pedido no Ministério Público que acionou a Justiça e conseguiu ordem judicial no dia 12 de abril determinando que o Estado ou o município providenciasse a transferência para outra instituição de saúde – pública ou particular - no prazo de 24 horas.

 

No entanto, a transferência não foi realizada. A família acionou a Justiça novamente, até que ontem recebeu a informação de que surgiu uma vaga. No entanto, o idoso não suportou a espera e morreu antes.

 

O fato revoltou a deputada federal Norma Ayub que se manifestou sobre o assunto ontem no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

 

“É inadmissível que o ser humano seja tratado desta forma. Uma família pedindo socorro, uma filha implorando pela vida do pai e não conseguir o atendimento necessário nem com uma determinação judicial”, disse a parlamentar.

 

 

O OUTRO LADO

 

A Secretaria Municipal de Saúde de Itapemirim informou que o paciente foi incluído na Central de Regulação de Leitos do Estado, que é a esfera responsável por disponibilizar as vagas. A secretaria reforçou ainda que, apesar de ter sido acionada, não possui poder de decisão sobre vagas de UTI, que são exclusivamente de competência estadual.

 

Já a Sesa informou, por meio de nota, que a Central de Regulação de Leitos busca pelo leito adequado ao perfil clínico de cada paciente, que é feita primeiramente na rede estadual, depois na rede filantrópica e, se não houver disponibilidade, é realizada a compra na rede particular.

 

Ainda, segundo nota da Sesa, em alguns momentos não há disponibilidade do leito adequado ao perfil do paciente nem mesmo na rede particular. “A vaga de acordo com perfil solicitado foi disponibilizada, mas, lamentavelmente, o paciente faleceu antes da transferência para o hospital”, complementou a Sesa.

 

 

 

 

 

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