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Hospital vai suspender atendimento em Itapemirim

Em média, 4,5 mil pessoas são atendidas todos os meses na unidade, sendo a maioria, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

14.11.2017

 

 

 

O Hospital Evangélico de Itapemirim vai suspender os serviços de urgência e emergência e outras atividades realizadas no Pronto Socorro da unidade a partir do dia 26 de Dezembro. A suspenção vai ocorrer devido à falta de recursos financeiros para a manutenção das atividades.  

 

Em média, 4,5 mil pessoas são atendidas todos os meses na unidade, sendo a maioria, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Segundo o superintendente do HECI, Wagner Medeiros Júnior, a decisão ocorreu por conta da baixa remuneração vinda do SUS, que é insuficiente para arcar com os atendimentos. Um exemplo disto, segundo Medeiros, é o faturamento do Pronto Socorro, que não chega a cobrir 10% total das despesas.

 

A direção esclareceu que todos os municípios do Litoral Sul foram notificados da decisão do Conselho Deliberativo por meio de ofícios expedidos pelo Hospital, informando que a entidade não tem mais como recorrer ao sistema financeiro para bancar despesas com pessoal, materiais, medicamentos e outros.

 

A decisão foi baseada em um parecer da auditoria independente do Hospital que no último relatório emitiu um alerta sobre a gravidade da situação.  

 

Desde dezembro de 2009, o então Hospital “Santa Helena” passou a ser administrado pelo Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. A unidade havia acumulado R$ 10,6 milhões em dívidas, funcionava de forma extremamente precária e estava fechada ao atendimento desde outubro de 2009, dois meses antes do HECI assumir a gestão.

 

A partir daquele ano, o Evangélico investiu em reformas, compra de equipamentos e pagamento de dívidas. O centro cirúrgico foi reformado, pisos e paredes foram melhorados, investimentos em monitores cardíacos e outros equipamentos, além de obras de melhorias em toda a sua infraestrutura.

 

Também foi investido em recursos humanos, com aumento do número de colaboradores para melhor atender à população. Entretanto, toda melhoria efetuada ficou aquém das pretensões do HECI devido à limitação das receitas daquela unidade e da crise na área da saúde.

 

 

 

 

 

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