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Livro descreve jornadas medievais

14.12.2016

 

 

 

Fotos: Divulgação

 

Ailton Weller

 

Depois de anos de pesquisa de campo, visitando castelos e cidades com marcas da Idade Média pela Europa, o jornalista Romulo Felippe escreveu a obra de fantasia medieval, situada em meados do século 13, ‘Monge Guerreiro’. O lançamento do livro, em Cachoeiro de Itapemirim, será hoje, às 19h, na Casa dos Braga, com sessão de autógrafos.

 

O autor destaca que o Monge Guerreiro - os templários eram conhecidos dessa forma, já que tinham uma vida regrada, embora combativa -, é um relato que, embora ficcional, busca ser fiel aos costumes do ano de 1238; incluindo alterações climáticas deste período, também pesquisadas pelo escritor.

 

“Descobri, por exemplo, que o fim do inverno de 1238 culminou com um dos verões mais escaldantes daquele século”, revela. “A paixão pela Idade Média me levou a escrever sob a inspiração de acontecimentos históricos – inserindo nesse processo vários personagens e reinos fictícios”, conta.

 

Obra

 

O livro, com 420 páginas, editora Drakkar, tem como protagonista o monge ortodoxo Bastian Neville, um ex-cavaleiro da Ordem do Templo que abandonou as linhas de frente das sangrentas batalhas na Terra Santa para buscar sua paz interior em um isolado mosteiro encravado nas montanhas da Grécia. Mas, nem mesmo o silêncio do Monte Meteóra dará fim aos pesadelos do francês.

 

“Idêntico aos templários, naquele período negro da Idade Média, Bastian é dócil com os seus irmãos de hábito, porém uma máquina de guerra ao empunhar uma espada. Mais do que um dilema, ele vive um intenso conflito em sua alma. Um combate incessante com seus demônios internos”, explica o autor. “Há muito mais em jogo. Temos outras jornadas em paralelo, em reinos distantes. Todas elas eclodindo em um final épico”, analisa.

 

Sobre o autor

 

Romulo Felippe começou a escrever aos 8 anos de idade, quando o pai – pouco tempo depois – o presenteou com uma Olivetti portátil. “Tive que escolher entre a tão sonhada primeira bicicleta e a máquina de escrever. Não pensei duas vezes”, recorda. Aos 12 anos, começou a publicar suas primeiras crônicas e poesias nos semanários de Cachoeiro de Itapemirim, sua terra natal.

 

Aos 14, já trabalhava parte do dia como repórter do jornal O Brado, alternando com os estudos. E nunca mais o jornalismo impresso saiu de sua vida, mesmo tendo se aventurado pelo campo televisivo por um ano. Teve passagem por diversos veículos de imprensa e hoje atua com revistas especializadas.

 

Serviço:

Lançamento do livro Monge Guerreiro (Editora Drakkar)

Local: Casa dos Braga

Hoje: às 19h

 

 

 

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