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Cartunista é homenageado durante evento em Genebra

18.05.2017

 

 

 

As obras Ricardo Ferraz, destacando a inclusão de pessoas com deficiência, foram apresentadas em reunião da Organização Internacional do Trabalho, na Suíça (Fotos: Divulgação)

 

Ailton Weller

 

Os trabalhos do cartunista Ricardo Ferraz, que há mais de 30 anos apresentam o viés da problemática das pessoas com deficiência e alerta para a necessidade de inclusão social em todos os sentidos como forma de cidadania, ganharam destaque durante evento realizado, no início deste mês, pela OIT - Organização Internacional do Trabalho -, em Genebra, Suíça.

 

O representante do Brasil no órgão e presidente da ONG “Espaço da Cidadania” com sede em Osasco (SP), Carlos Clemente, durante sua palestra utilizou os cartuns de Ferraz seguindo os objetivos da organização que desenvolve ações no âmbito da redução da pobreza, de uma globalização justa e na melhoria das oportunidades para que mulheres e homens possam ter acesso a trabalho digno e produtivo em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humana.

 

“Os desenhos de Ricardo e a temática neles impressa causou impacto entre os participantes que destacaram a ideia original como forma de ação de fácil assimilação pelas comunidades e governantes”, disse Clemente.

 

Na mídia

 

Os cartuns de Ferraz ganharam visibilidade no Brasil e no mundo por ser o pioneiro a abordar a realidade das pessoas com deficiência há mais de 30 anos quando não se falava em dignidade dessas pessoas. A proposta retrata com o humor e crítica através de sua arte.

 

Outra importante conquista do cachoeirense foi ter seu trabalho utilizado pela ONU através de suas agências pelo mundo, além dos destaques na imprensa e internacional. O cartunista também venceu quatro dos sete concursos de vinhetas da Rede Globo. “Essas conquistas são meu combustível para que eu não pare de sonhar, lutar e realizar e quero ser um espelho positivo para essa juventude, se eu conquistei o mundo com pé no chão, você também pode”, disse.

 

Ricardo desenvolve ainda um trabalho artístico e social como educador em lar de idosos, onde utiliza a arte como instrumento de cidadania, realiza palestras motivacionais entre outros temas como meio ambiente, inclusão social e oficinas de cartuns em escolas da cidade. “É preciso que a sociedade reveja, reflita sobre seus conceitos e pré-conceito! Educar nosso olhar, falar, ouvir e agir é preciso, pois os conceitos mudam com o passar do tempo e é preciso estar atento aos sinais de mudanças de cultura, paradigmas... Por falar em conceito é preciso uma nova cultura sobre o tema Acessibilidade: “Conceito do Desenho Universal”, este contempla à diversidade humana! Não falamos mais em “deficiência”, falamos de cidadania plena”, completa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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