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Moda de viola é referência em repertório de sertanejo

Com 30 anos de ‘estrada’ e quatro CDs gravados, a maioria com composições próprias, a meta é a produção de um DVD

19.05.2017

 

 

 

Com estilo eclético, destacando a música raiz, ‘Zé Antônio Irmão’, é atração em shows em Cachoeiro de Itapemirim e interior do estado (Fotos: Divulgação)

 

Ailton Weller

 

O menino lavrador, da ‘Fazenda do Céu’, localidade de Santa Clara, interior do estado do Rio de Janeiro, que ajudava o pai na lida diária da ‘roça’, migrou para Espírito Santo e, depois de passar por Guaçuí, escolheu Cachoeiro de Itapemirim para mostrar seu talento musical. José Antônio da Silva, o ‘Zé Antônio Irmão’, como é conhecido, aprendeu os primeiros acordes com o pai, Sebastião Cândido da Silva, que tocava violão e cantava em igrejas e festas religiosas ao lado da mãe, Olária de Jesus Silva. “Somos oito irmãos: cinco mulheres e três homens. Sempre nos finais das tardes meu pai colocava um banco no terreiro, fazia suas orações e entoava canções. Foram os meus primeiros contatos com a música e decidi que, um dia, seria cantor”, lembra.

 

Com o tio, o Tim Rosa, o aprendizado continuou e aos 12 anos já tocava violão na igreja e nas reuniões de família. Aos 15 anos, lado de um primo que fazia parte do trio ‘Novo Horizonte’ acabou entrando de vez na carreira artística. “No dia do show o baixista não apareceu e fui convidado a suprir sua falta. Lembro como se fosse hoje: foi em Guaçuí, no ‘ Clube Decolores’. E assim um ano e meio tocando nesse trio. Depois de algum tempo, com apresentações diversas, recebi uma proposta da Tonny Tavio e Zé Rael que estava fazendo muito sucesso no bailão classe A em Cachoeiro de Itapemirim.”, conta.

 

Carreira

 

Em 2002, após passar pela banda ‘Estrela Dalva’, o cantor decidiu por seguir carreira individual e adotou o nome artístico de “Zé Antônio Irmão” e um fato curioso marcou escolha como ele conta. “Na época fiquei conhecido muito rápido, lidando com muita gente e estava difícil guardar o nome de tantas pessoas. Aí comecei a chamar todo mundo de irmão e irmã. O título acabou pegando e resolvi incorporar ao meu nome”, comenta.

 

“Meus estilos são variados e vão desde o sertanejo, forró, serestas, moda de viola, o qual vem pautando meu atual momento, mas gosto também de MPB”, sinaliza.

 

Trabalho autoral

 

Com 30 anos de ‘estrada’ e quatro CDs gravados, a maioria com composições próprias, a meta é a produção de um DVD para marcar a presença do público fidelizado pelo artista ao longo dos anos. “Já compus para artistas como Odair de Paula; Tonny Tavio e Zé Rael, entre outros. Também gosto de gravar trabalhos de compositores iniciantes e de nomes consagrados como no caso de Arnoldo Silva. Não podemos ficar limitados em repertorio, pois o público é exigente”, detalha.

 

 

 

 

 

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