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Indústria capixaba deve crescer 4,5%

Até o momento a indústria cresceu 3,7% no Estado, sendo o terceiro melhor resultado no país. Em agosto, registrou o maior crescimento no Brasil

12.10.2017

 

 

 

Apesar do bom momento, o setor de rochas ornamentais, foi o único a registrar queda de 1,6%

Guto Netto
Jornalismo – ADI/ES

 

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) crava que a recessão já passou no Estado. Diante desse cenário, espera que o resultado de 2017, para o setor, seja de um crescimento na casa dos 4,5%. 


No acumulado do ano, o Espírito Santo registra o terceiro melhor resultado do país, com 3,7% de alta na produção. Em agosto, a produção física da indústria capixaba registrou o maior crescimento do Brasil (7,5%), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em relação ao mês anterior.


Dos cinco setores pesquisados pelo IBGE, quatro tiveram resultados positivos, exceto o segmento de minerais não-metálicos, como pedras ornamentais, que apontou queda de 1,6%. O mês de agosto teve destaque para a produção de minério de ferro, açúcar, carne bovina e bobina a quente de açoo, com acréscimo das indústrias de produtos alimentícios (25,1%), metalurgia (12,1%), extrativa (6,8%) e celulose (0,4%).


De acordo com o diretor-executivo do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies), Marcelo Saintive, o cenário capixaba está em recuperação. Análises do instituto mostraram que, no segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, que é a soma de todas as riquezas produzidas, teve um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto que o Brasil teve crescimento nulo.


Já o índice de inflação está abaixo da meta do governo federal que é de 4,5%, mas ainda acima do valor nacional. No Brasil, a inflação, em setembro, acumulava 2,5%, enquanto que, no Estado, alcançou 3,1%, puxado, principalmente pelo setor da educação. Na outra ponta, artigos de residência e alimentação tiveram deflação de 0,7% e 2,2%, respectivamente, fazendo com que o cidadão tenha mais dinheiro para consumos diversos.


“A indústria de alimentos cresceu bastante esse ano. Na nossa leitura, isso é decorrente do poder de compra da sociedade. Na medida que a gente tem uma inflação mais controlada, uma taxa de juros menor, isso aumenta o poder de compra do cidadão e, consequentemente, volta ao mercado, volta a consumir, em especial, em alimentos”, comentou o presidente da Findes, Leonardo de Castro. 

 

Desemprego 


Apesar do cenário de recuperação econômica, as taxas de desemprego continuam superiores aos dois dígitos. No Brasil, 13% da população está desempregada. No Espírito Santo, 13,4%. Dados do IBGE dão conta que, de janeiro a agosto deste ano, o Estado fechou 634 postos de trabalho, sendo puxado especialmente pelos setores de comércio e serviço que, juntos, estão com saldo negativo de mais de quatro mil postos de trabalho. 


Em uma realidade diferente, a indústria contrata mais que demite, com um saldo de cerca de 1,7 mil novas contratações este ano. “A indústria foi um dos responsáveis pela geração de emprego no Estado. Continuamos com um indicador nacionalmente muito ruim, acima de dois dígitos de desemprego no país. Para melhorar, precisamos ver a economia nacional evoluir”, disse o presidente da Findes.


Para Castro, o Espírito Santo está apto a receber novos investimentos do setor. “O Estado tem sido um exemplo para a nação. Uma gestão pública responsável, um equilíbrio fiscal que garante uma estabilidade para todos nós, uma importância em segurança jurídica, cumprimento de contratos. Isso cria um ambiente para investimentos. Localmente, o dever de casa está sendo feito. No Espírito Santo nós temos, sim, um desafio logístico. Isso é uma agenda que a gente carrega há alguns anos e esse ano esperamos ter a questão do aeroporto resolvida, mas continuamos ainda com desafios no modal ferroviário e no portuário”, pontuou.

 

Capacidade


Outra realidade analisada pelo Ideies foi a utilização da capacidade instalada da indústria capixaba. Em agosto deste ano, a indústria utilizava apenas 75% de sua capacidade no Estado. Para Marcelo Saintive, é fruto da recessão que assolou o país. “Com a recessão que tivemos no Brasil, e acabou acarretando no Espírito Santo, as empresas pararam de produzir em determinado momento e agora começam a sua retomada incipiente, com alguns sinais positivos, mas é natural depois de uma recessão profunda passando, agora, para dois trimestres positivos tanto no Brasil quanto no Espírito Santo, sinalizando que, tecnicamente, a recessão acabou.”

 

Balança


O Espírito Santo também tem evoluído no comércio internacional. Dados do Ideies apontam que, no acumulado deste ano, o saldo da balança comercial está em US$ 2,5 bilhões, aumentando tanto a importação (21,9%) quanto a exportação (23,8%).


Os Estados Unidos recebem 44% da produção industrial capixaba, seguido pela Holanda (14%) e Turquia (5%). Já a China, domina as importações capixabas, com 26%. Os Estados Unidos correspondem a 10% das importações do Estado, seguidos pela França, com 8%.


Dentre os itens exportados, ferro e aço lideram a tabela, principalmente para Estados Unidos, Indonésia e Argentina. Em segundo lugar aparece a celulose, seguida por mármore e granito, laminados de ferro e tubos flexíveis.

 

 

 

 

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