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Mais da metade dos alunos para no Ensino Médio

Pesquisa realizada pela Sedu, em parceria com Capes, mostra que 57% dos alunos do Ensino Médio não continuaram os estudos imediatamente após a conclusão.

23.12.2016

 

 

 

Foto ADI-ES

 

ADI-ES

 

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu), em parceria com Capes, Inep, Unisinos e Fucape, mostra que 57% dos alunos do Ensino Médio que estudavam em 81 escolas da Rede Estadual de Ensino nos sete municípios da Grande Vitória (Cariacica, Guarapari, Fundão, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória) não continuaram os estudos imediatamente após a conclusão. O resultado foi apresentado ontem.

 

A pesquisa “Observatório da Educação 2011 - 2014 - Determinantes do Ingresso de Alunos das Escolas Públicas Estaduais da Região da Grande Vitória-ES em Instituições de Ensino Superior” foi realizada entre os anos de 2011 e 2014 com o objetivo de identificar o que acontece com os estudantes no período de transição entre os ensinos médio e superior.

 

Em 2014, o universo da pesquisa contou com 2.080 estudantes. Deste total, 21% entraram no ensino superior e 22% optaram por fazer um curso técnico. 26% disseram que pretendia fazer um curso superior, mas estavam sem estudar e 31% responderam que não iria continuar os estudos.

 

Entre os fatores que pesam para os alunos alcançarem as universidades estão: mais informação sobre os programas de cotas nas universidades públicas e financiamentos para as faculdades privadas; acesso às atividades como estudo de inglês fora da escola normal, e incentivos contínuos para fazer um curso superior ao longo do ensino médio e não apenas no terceiro ano. Outro fator é o sócio econômico, como a renda familiar.

 

“A gente acompanhou alunos ao longo de quatro anos. Durante este processo, alguns estudantes evadem e outros reprovam. Sabemos que alguns fatores são determinantes da evasão. Tem um contingente de alunos que deixa a escola por não gostar, outros 30% pararam os estudos para entrar no mercado de trabalho e, entre as meninas, 12% deixaram a escola em função de gravidez”, disse o coordenador da pesquisa Cristiano Machado Costa.

 

“O aluno que mais falta é o que tende a evadir. É o que tem o pior desempenho de notas. Tem uma série de recomendações na pesquisa que vamos difundir para nossa rede. É significativa a conclusão de que se os professores levarem para os alunos informações precisas sobre as cotas das universidades públicas, sobre as várias formas de financiamento do ensino superior particular, sobre os desafios do Enem, isto tudo acaba gerando motivação nos jovens para ele chegar ao ensino superior”, disse o secretário estadual de Educação, Haroldo Rocha.

 

 

Reflexão

 

Ele informa que no projeto Escola Viva existe uma “experiência interessante” que é ter no currículo a disciplina ‘Projeto de Vida’, onde o aluno reflete sobre o futuro, vive um processo de autoconhecimento e é desafiado a pensar no ‘amanhã’, em uma profissão.

 

Para o bom acompanhamento dos alunos, a Sedu também vai implantar um aplicativo de celular onde o professor vai registrar a frequência dos alunos nos aparelhos. Assim, cotidianamente, as escolas poderão adotar uma ação para saber o que está acontecendo com aquele estudante, visando reduzir a evasão e melhorar seu desempenho.

 

 

 

 

 

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