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Assassinato de soldado da PM faz um ano hoje

A morte de Dione Zamboti abalou a corporação do 9º batalhão da Polícia Militar

14.11.2017

 

 

 

Foto: Arquivo/Fato

Rafaela Thompson

 

Nesta terça-feira (14), completa um ano da morte do soldado da Polícia Militar, Dione Zamboti Cozaqueve, de 25 anos, baleado por criminosos após reagir a um assalto dentro de um supermercado, em Cachoeiro de Itapemirim.

 

Zamboti ficou internado durante 40 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Cachoeiro e faleceu após ter uma parada respiratória. O crime ocorreu na manhã do dia cinco de outubro no bairro Village da Luz.

 

No dia do crime, o policial estava de folga, dentro do supermercado, na fila para pagar uma conta, quando dois bandidos de moto invadiram o estabelecimento e anunciaram o assalto. Houve troca de tiros entre o policial e os bandidos.

 

O soldado foi baleado com três tiros na barriga e um no ombro. Ele também atingiu um dos acusados, Thiago Rizzo da Silva, 17 anos, que acabou caindo da garupa da moto durante a fuga. Foi socorrido e morreu.

 

No dia seguinte, a polícia prendeu William Silva Gomes, 20, na zona rural de Conceição de Castelo. Com ele, foram apreendidas três armas, inclusive a do policial baleado.

 

A morte de Dione abalou a corporação do 9º Batalhão de Polícia Militar, e, para homenagear o soldado, o secretário de segurança, comandante e amigos policiais, deixaram depoimentos sobre a partida do rapaz e, também, expuseram os riscos que correm diariamente. ​

 

Perda

 

O secretário Estadual de Segurança Pública, André Garcia, disse que a morte do militar foi  uma grande perda para a sociedade. “Foi perdido um ente querido, um pai de família, um defensor e protetor. Foi uma grande perda para a corporação e para a sociedade capixaba”. Garcia enfatizou que acompanha a discussão de Lei que impede a progressão de pena para homicidas de policiais.

 

O comandante do 9º batalhão, tenente-coronel Heron, também lamenta. “Foi uma grande perda. Ele era muito querido e morreu como herói. É uma pena que tenha morrido daquela forma. Era muito novo, com muito ainda por viver. Infelizmente, no Brasil, a nossa profissão tem disso; é muito arriscada e pouco valorizada. Morreu cumprindo o juramento de defender a sociedade, mesmo com o risco da própria vida”, contou.

 

Ainda segundo o comandante, há poucos meses o soldado foi homenageado durante a solenidade para entrega de medalhas dos destaques operacionais e a despedida dos combatentes que iam para a reserva. No evento, a mãe e a irmã do policial estavam presentes. “Foi uma homenagem muito bonita, um momento muito emocionante que mexeu com todos”. 

 

Lembranças

 

“As lembranças que tenho do Dione, durante o tempo que trabalhamos juntos, é de um cara sempre disposto. Morreu fazendo o que mais amava. Defendeu a população com a própria vida, apesar das dificuldades enfrentadas para exercer a profissão, dificuldades impostas, muitas vezes, pela própria PM e Estado. Ele não abria mão de estar fora de qualquer ocorrência, arriscando a farda, por estar pronto e disposto a fazer até mesmo aquilo que a profissão não lhe permitia fazer. Simplesmente por estar disposto a cumprir seu papel”, contou um amigo, atuando há quatros anos no 9º Batalhão, que preferiu não se identificar.

 

“O Zamboti era um grande homem, muito prestativo e bom com todos. Estudamos juntos no Curso de Formação de soldados em Alegre, em 2014, e trabalhamos juntos em Cachoeiro, no 9º Batalhão.  Ele era um rapaz muito do bem, excelente policial. Tinha um coração bom e era querido por todos, ninguém esperava que tal fatalidade fosse acontecer. Realmente ele faz muita falta entre nós. Era um grande amigo”, disse o soldado PM Batista.

 

 

 

 

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