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Sai Rotativo, entram os flanelinhas

07.01.2017

 

 

 

 

Ailton Weller

 

A suspensão do sistema de estacionamento rotativo em Cachoeiro de Itapemirim acabou abrindo uma ‘brecha’ para a ação dos flanelinhas que, além de ser ilegal, acaba provocando situações de constrangimento entre os ‘guardadores’ e os motoristas que se negam a pagar por uma vaga. Nas vias centrais da cidade, como exemplo, a Linha Vermelha, na altura da antiga estação ferroviária, e na Brahim  Seder, essa prática se tornou comum e gera protestos dos condutores de veículos.

 

Um funcionário público, que não quis se identificar, contou que chegou a discutir com um flanelinha que teria exigido pagamento pelo tempo em que o carro ficou estacionado. “Acabei arrancando com o veículo, pois a situação poderia gerar consequências desagradáveis”, resume.

 

A vendedora de uma loja, na Brahim Seder, que prefere não ter o nome divulgado, disse que o número de ‘guardadores’ tem aumentado e que prefere recompensar a pessoa que faz a abordagem a correr o risco de ter o carro arranhado ou com outro tipo de dano. “Não acho justo, mas enquanto a prefeitura não tomar providência fica complicada essa relação dos flanelinhas e os motoristas”, cobra.

 

Ações para coibir

Procurada pelo ES de Fato, a Secretaria Municipal de Defesa Social adiantou que vai buscar parceria com a Polícia Militar, para que sejam programadas ações em conjunto para coibir a prática nessas regiões. As intervenções , segundo a prefeitura, serão anunciadas em breve, dentro dos próximos dias, ‘assim que ajustadas e definidas’.

 

Sem rotativo

Em março do ano passado, a prefeitura suspendeu a cobrança, que era realizada pelo Hospital Francisco de Assis (Hifa) e demitiu os 65 funcionários que faziam o serviço, que custava R$ 2,00 por hora. A medida atendeu uma recomendação do Ministério Público, uma vez que a Justiça declarou a antiga lei inconstitucional, pois a escolha da empresa não foi feita por licitação.

 

 

 

 

 

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