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Ensaio fotográfico desnuda o preconceito

10.01.2017

 

 

 

O projeto ‘Ame o corpo que tens’ é da fotógrafa paulista Jéssica Lupim que há três anos reside em Cachoeiro de Itapemirim (Fotos: Jéssica Lupim)

 

Ailton Weller

 

Uma produção fotográfica sensual que vai de encontro aos padrões pré-estabelecidos pela ditadura da beleza é o tema escolhido pela artista plástica e fotógrafa Jéssica Lupim, uma paulista que escolheu Cachoeiro de Itapemirim para residir e desenvolver seu projeto ‘Ame o corpo que tens’.

 

Vinda de Suzano, região metropolitana de São Paulo, em 2014, ela conta que já estava começando a ‘engatinhar’ na arte visual e que, com a mudança, decidiu pôr em prática a ideia. “Sempre gostei muito de fotografar crianças,  paisagens, mas tinha uma vontade enorme  de fotografar mulheres de diversas  etnias e de várias formas. Mas achava difícil  conseguir  isso em Cachoeiro”, revela.

 

“Com o tempo, fui conhecendo  pessoas com a cabeça  mais aberta que toparam participar do meu projeto. Fazer um ensaio  sensual  mais despojado,  onde eu tentasse capturar não  só  as formas,  mas a essência  das pessoas,  as imperfeições,  tudo,  pois nós mulheres não  somos perfeitas”, detalha.

 

A artista adianta que a proposta era não  usar Photoshop para transformar as modelos em ‘bonecas’ e avalia que conseguiu captar aquilo que planejara com sua proposta.

 

“Deu certo. Rolou toda aquela polêmica  a qual eu temia, mas que no fundo me fez bem. Para este ano já tenho ensaios  marcados para fotografar meninas negras,  mulheres mais velhas que já foram mães, para mostrar para nós  mulheres que somos maravilhosas em nossas diversas formas. Acredito que a polêmica maior foi causada pela nudez nas fotos, pois sou a primeira fotógrafa a fazer esse tipo de trabalho no sul do estado”, contextualiza Jéssica.

 

 

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