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Câmara dobra pena de prisão para quem dirigir bêbado e matar

07.12.2017

 

 

 

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (06), o Projeto de Lei que aumenta a pena de homicídio culposo na direção de veículo cometido por condutor que estiver sob efeito de álcool ou drogas.

 

A pena atual é de detenção de dois a quatro anos. Com a nova lei, a reclusão passaria cinco a oito anos, além da suspensão da habilitação ou proibição do direito de dirigir veículo automotor.

 

A matéria irá à sanção.

 

Deputados comemoram

 

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) citou estudos que atestam a perda de funções psíquicas de quem dirige sob efeito de álcool. Ele afirmou que o aumento das penas é uma reivindicação da sociedade.

 

“Vários movimentos da sociedade respaldam a proposta para endurecer as penalidades para aqueles que dirigem sob efeito de álcool porque eles têm efetivamente a consciência de que beber afeta a direção e estão em condições de cometer crimes”, disse Macris.

 

A deputada Christiane de Souza Yared (PR-PR) comemorou a aprovação da proposta. Ela teve o filho morto em um acidente de trânsito provocado por um ex-deputado estadual que dirigia embriagado. “Nós temos que educar, e punir também é uma maneira de educar”, disse.

 

Já o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE) lembrou que, no seu estado, há pouco houve uma grave tragédia causada por um motorista bêbado. “Avançou o sinal e matou uma família inteira – pai, mãe, filha de três anos e babá grávida. Devemos atuar firmemente na punição destas pessoas”, declarou.

 

Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), a junção entre álcool e direção é causa do alto índice de mortalidade juvenil, com impacto social em grande número de famílias. “A mortalidade no trânsito é extremamente alta e nem sempre é um acidente”, disse.

 

 

 

 

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