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Mulher morta em Itapemirim vivia trancada com medo do ex

Familiares de Claudiana Ferreira, 42, assassinada pelo ex-marido, disseram que ela estava sendo ameaçada e não saia de casa por medo

10.01.2018

 

 

 

Foto Redes Sociais

 

Redação

 

A dona de casa Claudiana Ferreira Silva, 42 anos, morta a tiros pelo ex-marido na última terça-feira (09), em Itapemirim, vivia trancada dentro de sua residência com medo de ser assassinada. 

 

“Minha mãe vivia com medo, trancada dentro de casa. Nós fomos à polícia pedir ajuda, mas ninguém fez nada, infelizmente”, diz o jovem de 23 anos. A família disse que chegou a registrar boletim de ocorrência na delegacia da cidade.

 

A mulher foi assassinada com cinco tiros por volta de 19 horas na rua 1º de maio, na Vila de Itapemirim, dentro da casa da vítima, próximo ao cemitério municipal.

 

Alair Souza da Silva, acusado de ter efetuado os disparos, fugiu logo após o crime em uma moto CG 150 prata. De acordo com a família, o suspeito não se conformava com o fim do relacionamento de oito anos com a vítima.

 

Testemunhas informaram que Claudiana estava em casa e saiu para abrir o portão para seu filho. Foi nesse momento que o acusado se aproximou e efetuou os disparos contra a mulher, que ainda correu para dentro de casa, onde foi morta.

 

O filho conseguiu escapar do assassino. Do lado de fora também estava o namorado da mulher, que havia acabado de chegar. Ele não foi ferido.

 

No momento do crime, acontecia um sepultamento no cemitério. Várias pessoas que estavam no local se assustaram com os disparos.

 

Familiares disseram que a mulher terminou com Alair após sofrer agressões. Segundo parentes, os dois chegaram a voltar uma vez, mas da segunda ocasião ela não o aceitou mais.

 

Inconformado, ele estaria ameaçando a mulher nas últimas semanas. O acusado chegou a procurá-la em casa, armado, porém a dona de casa se escondeu. Com medo, ela vivia trancada dentro da residência.

 

Claudiana foi sepultada ontem. Ela deixou três filhos, de 23, 18 e 17 anos. Nenhum deles é filho do suspeito do crime.

 

 

O outro lado

 

A Polícia Civil informa que, ao receber a denúncia, tomou todas as medidas possíveis, no momento. A vítima estava com medida protetiva. Porém a prisão só pode ser efetuada por meio de determinação judicial ou em caso de flagrante delito.

 

A PC está realizando diligências para prender o suspeito de ter cometido o crime. A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Itapemirim.

 

Denúncias que ajudem o trabalho da polícia podem ser feitas pelo Disque-Denúncia, 181. O sigilo e anonimato são garantidos.

 

 

 

 

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