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“Queremos harmonia, nunca subserviência”

05.01.2017

 

 

 

Foto: Divulgação

 

O vereador Alexandre Bastos (PSB) está começando o seu sexto mandato, e desta vez como presidente da Câmara de Cachoeiro. Comerciante, 50 anos, começou a se interessar pela vida pública aos 10 anos, influenciado pela tia Carminha Bastos, que o levava aos comícios da época. Em seus 20 anos como vereador, foi uma vez candidato a deputado federal e duas vezes a deputado estadual. Esta foi a segunda vez que disputou a presidência da Câmara, numa eleição que começou com muitos candidatos e terminou com consenso sobre o seu nome. “Os vereadores confiaram em mim para estar à frente de uma nova proposta de Câmara”, afirma.

 

Por que a vontade de ser presidente da Câmara de Cachoeiro?

 

Este é o meu sexto mandato. Estou na Câmara, portanto, há vinte anos, período em que aprendi a respeitar o Poder Legislativo e a conhecer profundamente as necessidades da casa. Acredito que posso dar a minha contribuição para a humanização da administração municipal, a começar pela Câmara. Disputei a presidência em 2013, e perdi por um voto. Mas sempre soube que Deus tem o tempo para nós, e agora fui honrado com essa vitória, sabendo que a população quer mudança, e espera de nós, políticos, cada vez mais seriedade no trato da coisa pública.

 

Como foi a articulação que te levou a ser candidato único? Esta não é uma situação muito comum na disputa da Mesa.

 

Inicialmente, havia muitas candidaturas, todas legítimas e positivas. Meu primeiro passo foi conversar com os vereadores eleitos pela minha coligação, e tive boa receptividade. Segui dialogando, e chegamos a reunir um grupo de treze vereadores, ou seja, a maioria necessária para a votação. Mas minha proposta sempre foi a união de todos em torno de uma proposta única. Por isso continuamos em busca do consenso. Na realidade, todos queremos o melhor para Cachoeiro. Esse sentimento nos uniu. Os vereadores confiaram em mim para estar à frente de uma nova proposta de Câmara e sou muito grato a eles.

 

O fato de você e o prefeito serem do mesmo partido, o PSB, ajudou ou prejudicou sua candidatura?

 

Houve um questionamento nesse sentido. Mas sou vereador antes de tudo, e meus companheiros sabem que temos o mesmo posicionamento. É preciso valorizar a independência dos poderes. Queremos trabalhar com harmonia, mas nunca com subserviência. As comissões permanentes e os vereadores têm sua posição e isso tem que ser respeitado. Medidas amargas terão que ser tomadas e as decisões vão demandar muita responsabilidade de todas as partes.

 

“Disputei a presidência em 2013, e perdi por um voto. Mas sempre soube que Deus tem o tempo para nós”

 

Quais as suas principais propostas para a Câmara?

 

Desde segunda-feira estou conversando com os funcionários efetivos da casa, para que tenhamos um diagnóstico aprofundado da situação em que ela se encontra. Ao mesmo tempo, estou também ouvindo as sugestões dos próprios servidores e dos vereadores, para que possamos fazer um planejamento objetivo. Mas já posso adiantar que estou preocupado em recuperar a Biblioteca Deusdedit Batista e em fazer um arquivo profissionalizado dos documentos legislativos oficiais, que ainda não temos. Também é necessário fazer a revisão do nosso Regimento Interno. E temos um projeto ambicioso, mas que precisa ser iniciado: fazer o levantamento do conteúdo das leis municipais em vigor, para que o cidadão cachoeirense possa conhecer os seus direitos. Sabemos que há leis que não estão sendo respeitadas, e isso precisa acabar.

 

A TV Câmara é um desejo antigo dos vereadores. Vai sair nessa legislatura?

 

Com certeza. A Câmara não possui autorização da União para ter um canal aberto, nos moldes da televisão tradicional. Por isso vamos implantar uma Web TV, e já iniciamos esse processo. Inicialmente, nossa intenção é transmitir as sessões, mas, depois, será possível ampliar a programação, com programas e entrevistas. A internet hoje é uma potência, é preciso utilizá-la da melhor forma possível. Ainda na área de comunicação, vamos renovar o nosso site, pois estamos no 7º lugar em transparência no estado, e queremos melhorar essa posição no ranking.  Também precisamos retomar uma relação oficial com a imprensa, para dar maior publicidade aos nossos atos. Todos estes projetos já foram colocados em andamento.

 

“O enxugamento do poder público é uma tendência nacional, consequência de uma nova realidade econômica que estamos vivenciando”.

 

A Câmara aprovou no final da última legislatura uma mudança na estrutura funcional. Haverá nova mudança?

 

A estrutura aprovada em dezembro foi construída com a participação dos vereadores da atual legislatura, e atende as necessidades da casa, portanto não há a necessidade de mudança no momento. Mas, se no futuro, houver essa necessidade, novo debate será feito. O enxugamento do poder público é uma tendência nacional, consequência de uma nova realidade econômica que estamos vivenciando.  Estamos atentos a isso.

 

O que a sociedade pode esperar dessa nova Câmara, sob o seu comando?

 

Uma Câmara mais ativa, mais presente, que estimule o debate dos projetos e das ideias, que busque realmente uma interação maior com a população. Vamos dar uma resposta positiva à população que anseia por mudança, reunindo a sociedade organizada em torno de um projeto pelo bem de Cachoeiro.

 

 

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