120 anos de Fraternidade e de Luz - Jornal Fato
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120 anos de Fraternidade e de Luz

06 de setembro de 1898, data de fundação da Loja Maçônica Fraternidade e Luz, de Cachoeiro de Itapemirim


1910 - LOJA MAÇÔNICA FRATERNIDADE e LUZ - Inaugurada dois anos antes - setembro de 1908 - Do livro de fotografias mandado editar por JERÔNIMO MONTEIRO. O imóvel está praticamente o mesmo. (do lado esquerdo da loja, que é o sobrado, a CASA DA MEMÓRIA, pouquissimamente modificada em seu estilo e frente. A primeira casa, do lado direito da foto, é a casa na qual morou BERNARDO HORTA, o maior homem público da cidade

 

06 de setembro de 1898, data de fundação da Loja Maçônica Fraternidade e Luz, de Cachoeiro de Itapemirim - portanto, já são 120 anos de franca atividade social, política, cultural, beneficente e o que mais se quiser rotular - será sempre verdade.

A Loja funcionava, inicialmente, em casarão onde está - hoje - a sede do INSS - Cachoeiro. Em 1908, portanto há 110 anos, mudou-se para o prédio atual, que mantém suas linhas clássicas intactas, desde aquela época.

Dada a importância da instituição e da data, sempre há alguma comemoração. Neste mês e ano, não só comemoração, como ocorreu o lançamento de livro extraordinário, da Ed. Cachoeiro Cult, que conta a História da instituição, seus reflexos no mundo, seus reflexos em toda a região Sul do Espírito Santo. Os autores da obra - Fernando Gomes e Marcelo Grillo.

Aconselho firmemente que aquele que tiver a posse desse livro agora lançado, que o guarde e conserve, a fim de que as futuras gerações tomem conhecimento do trabalho da Maçonaria.

E esse trabalho está, só para começar, na fundação da primeira biblioteca pública de Cachoeiro; o Grêmio Bibliotecário Cachoeirense que, mesmo fundado em 1883, antes portanto da Maçonaria em Cachoeiro, era composto por maçons e futuros maçons, com destaque especial para Bernardo Horta de Araujo, aquele que por sua moral, atividade pública, política, jornalística, e honestidade, acabou por imolar-se. E sua memória permanece até nossos dias - o maior de nossos cidadãos, como reconhece Newton Braga.

A Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro, que ainda se mantém, foi fundada há mais de século e lá estavam maçons, muitos, os dedicados maçons da Loja Fraternidade e Luz, como Antonio Marins, o autor da mais importante História de Cachoeiro que, breve, relançaremos.

O Patronato Monte Líbano, é outro bastião do trabalho maçônico, assim como a Casa das Meninas.

E mais. Quando se fala em Escolas, não se deve esquecer-se da Escola Fraternidade e Luz, que funcionou por décadas no primeiro andar do prédio da Loja (onde hoje, no andar térreo, é o Guimarães Rosa). E funcionou inteiramente dedicada às crianças mais necessitadas - é nelas que a Maçonaria tem - sempre - seus olhos voltados.

O Departamento Social Feminino da Fraternidade e Luz é, no Brasil, o pioneiro.

Na política, além de uma gama de outros políticos, a Fraternidade e Luz deu à cidade os Prefeitos Bernardo Horta (Intendente), Luiz Tinoco da Fonseca, Luiz Monteiro Lindeberg, Fernando de Abreu, Bricio Mesquita, Ary Vianna, Antenor Moreira da Fraga e Nello Vola Borelli.

Mais recentemente, surge, com a benção da Loja, a juventude da Ordem DeMolay, cuja formação e atividade social não demorarão muito a serem reconhecidas - aguardem um pouco (e se você tiver filhos de pouco menos ou pouco mais de 18 anos, anote isso).

Voltando ao livro comemorativo dos 120 anos da Loja Maçônica Fraternidade e Luz, lá o leitor encontrará, ainda, importantes noticiais sobre a Maçonaria no Mundo, no Brasil, além de notas sobre a libertação dos escravos, Independência do Brasil, Proclamação da República e muitos outros momentos importantes da nossa História. Domingos José Martins, capixaba de Marataízes, está lá, como tantos outros heróis. (livro imperdível, fonte inesgotável de pesquisa, quem sabe pelos 120 anos futuros... e mais?)

 

CINQUENTENARIO DA LOJA MAÇÔNICA FRATERNIDADE e LUZ - 06 09 1948,

SENDO Venerável Mestre AUGUSTO MONTEIRO DE CASTRO 

 

Charge de Vieira da Cunha (Antoniquinho), de 1911, tirada do livro de Levy Rocha "Os Vieira da Cunha e o jornal O MARTELLO".

Naquele tempo, como se lê, a briga da Maçonaria com a Igreja Católica era forte e o salão da Maçonaria

(Fraternidade e Luz, em cima do Colégio Guimarães Rosa era o grande local social da cidade)


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