Jornal Fato

Cachoeiro de Itapemirim, ES, segunda, 01 setembro 2014.

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Comerciante aciona MP por remédio

Eliane Nunes de Souza é paciente psiquiátrica e necessita fazer uso de medicamentos controlados. Como não tem condições de arcar com a despesa dos remédios, ela os adquire no Posto de Saúde de Mimoso do Sul.

Mas, há mais de um mês, Eliane não encontra o remédio no município. Com a falta do medicamento, a paciente alega que foi indicada, por uma funcionária, a substituir o remédio. Indignada com a situação, ela acionou o Ministério Público, na última quarta-feira.

A paciente faz uso do Clonazepan – medicamento ansiolítico indicado para ansiedade - que custa, em média, R$ 7,00, nas farmácias.

Diante da falta do remédio receitado pelo seu médico, segundo Eliane, uma funcionária da farmácia do posto de saúde municipal insistiu para que ela o substituísse por Diazepran ou Rivotril, alegando ser o mesmo medicamento.

 

“Eu tenho certeza que são medicamentos diferentes e que não surtem o mesmo efeito. Meu psiquiatra não concordou com a troca”, reforçou Eliane.

 

A farmacêutica Isabela Silotti confirma que o Diazepran não possui a mesma fórmula. No entanto, segundo ela, o medicamento Rivotril pode substituir o Clonazepan. A farmacêutica do posto de saúde, Leila Carraro, concorda.

 

No entanto, explica que o Clonazepan faz parte da lista de medicamentos que não é fornecida pelo Estado e é custeado pelo município. Ela diz que o remédio já foi pedido, mas não informou quando deve chegar.

 

Questionada sobre a denúncia, ela não acredita que uma funcionária da Secretaria Municipal de Saúde tenha repassado este tipo de informação.

A reportagem também tentou entrar em contato com o secretário de Saúde de Mimoso do Sul, Paulo Vivas, porém não obteve retorno até o fechamento da edição.

A paciente, que é comerciante autônoma e tem como segunda opção a renda do Bolsa Família, alega que não tem condições de arcar com as despesas do tratamento, e necessita da ajuda da Prefeitura.

 

Beatriz Caliman

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