Encontro de Turma - Jornal Fato
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Encontro de Turma

No último fim de semana de setembro, em Vila Velha, bem próximo à Escola de Aprendiz de Marinheiro do Espírito Santo (EAMES)


No último fim de semana de setembro, em Vila Velha, bem próximo à Escola de Aprendiz de Marinheiro do Espírito Santo (EAMES), no alto do Morro, tendo à vista a Ilha de Vitória, e bem ao lado, o Convento da Penha. Bem em frente da baía da nossa capital, com o braço de mar mais bonito do Brasil envolvendo a Ilha das Caieiras e o Santuário de Santo Antônio; diante das belezas da natureza e arquitetura capixaba; diante de tudo isso, e da nossa ponte mais bela, ligando os dois municípios, reuniram-se os Formandos de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam) de 1981. São 37 anos de formados. Considerando os seis anos de graduação, são 43 anos de convivência. Dois terços de nossas vidas. Anos intensos de vitalidade, esperança, alegrias... Anos de estudos, jogos, festas, tudo que um final de adolescência e início de vida adulta pode proporcionar. De tudo que vivemos ficam as lembranças. No reencontro de colegas é difícil não lembrar. Lembrar o jeito de viver dos que nos deixaram. Apesar da saudade dos que se foram logo os presentes gargalham das coisas vividas, se ajudam mutuamente. Felicitações. Parabenização por coisas que não sabíamos que havíamos realizados. Admirações nunca reveladas. Um ambiente fraterno. Sem os sentimentos ruins: inveja, vaidades... Vale o que somos. Brincadeiras quase infantis. Num encontro de Turma não existe vigilâncias. Apesar da idade, quase todos na terceira idade, apesar dos cabelos rarefeitos e brancos, avós, respeitáveis homens e mulheres de hospitais e consultórios pelo Brasil afora: paulistas, mineiros, capixabas, goianos, sulistas, se transformam em um ambiente quase mítico.

Num encontro de Turma, apesar do pouco tempo de reencontro, algumas horas, suficientes para falar como se vive, o que fez da vida, da família, dos filhos, netos... Receber os conselhos para diminuir o ritmo do trabalho, cuidar da própria saúde... Apesar de se falar das coisas do mundo atual: política, economia, futebol... Na verdade, o que conta são as lembranças. São elas que nos trazem as maiores alegrias. Os melhores momentos de descontração. As gargalhadas mais gostosas. Uma das lembranças foi dos jogos estudantis: Emescam X UFES. A rivalidade era grande, o nosso time de handball masculino era quase sempre vencedor; o futebol um pouco menos. Mas, a Escola precisava para a competição montar uma equipe de basquetebol feminino. As que se dispuseram possuíam menos de 1,60 metros. Todas bem animadas. Pela animação da equipe, a torcida compareceu ao ginásio de Esportes do Saldanha, perdemos de muitos pontos. Não conseguimos fazer um ponto se quer. Em outro momento, precisamos de um atleta para o judô, a notícia era que o adversário não compareceria, colocamos em quadra o primeiro que se apresentou, com a certeza que ganharíamos por W x 0. Por azar do nosso colega o adversário compareceu e ele quase morreu de tantos golpes. Das lembranças seguimos contando as conquistas pessoais. Bem mais que as conquistas financeiras, o que mais gostamos de falar são dos filhos e mais ainda dos netos. Ser avô, ou avó, é a nossa maior conquista. Logo depois, a discussão do próximo Encontro. A euforia é grande. Quase todos bêbados. Alertas na marcação do dia e mês do próximo ano. Data para renovar a alegria de rever um velho amigo.

 

Sergio Damião Sant'Anna Moraes

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Sergio Damião Médico e cronista

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