Esposa mandou matar policial com ajuda do amante - Jornal Fato
Polícia

Esposa mandou matar policial com ajuda do amante

Em menos de 12 horas polícia desvenda assassinato e põe na cadeia, em flagrante, mandante, assassino e intermediário


Com a prisão do assassino em Muqui, crime foi desvendado - Fotomontagem: Ronaldo Santos/Jornal Fato

Em cerca de 12 horas, a polícia desvendou o assassinato do policial civil Elias Borrette Mariano, executado a tiros enquanto dormia, dentro de casa, em Cachoeiro de Itapemirim. O crime aconteceu por volta das 2h00 da madrugada desta sexta-feira (31) e no início da tarde já estavam presos em flagrante por homicídio qualificado os três envolvidos: o executor, o intermediário e a mandante.

O assassinato foi encomendado pela esposa do policial: Cristiane Caldeira Burock, 37 anos. Ela tramou a morte do marido, com o amante Giovani Gama de Oliveira, 38 anos, intermediário na contratação do executor Felipe Barbosa da silva, 19 anos.

Giovani conhecia Felipe - que já tinha passagens pela polícia - e o contratou por R$ 1 mil para realizar o serviço, dinheiro providenciado por Cristiane. Além disso, o pistoleiro ficaria com as armas do policial, para vendê-las.  

O assassinato foi planejado. A mulher levara o executor dias antes para conhecer a casa e, para facilitar o crime, deixou aberto o portão de entrada, da residência toda gradeada, no bairro Rui Pinto Bandeira.

Os detalhes sobre o caso foram revelados em entrevista coletiva, no final da tarde de ontem, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pelo delegado Felipe Vivas, com participação da cúpula da Polícia Civil do Espírito Santo.

 

Execução  

Felipe chegou a pé e desarmado. Pulou o muro da residência, pelos fundos, e encontrou o portão aberto, como combinado. Foi recebido por Cristiane que já o aguardava e mostrou onde o marido guardava as armas. Com uma delas, foi morto na cama.

Ela pegou a filha do casal, de 5 anos, e entrou no banheiro enquanto o assassino executava o policial, no quarto. Depois do crime, Cristiane ainda ajudou a colocar numa sacola as armas, munição e entregou as chaves da viatura, com a qual o bandido escapou.

O assassino abandonou o carro em Atílio Vivacqua, onde seria encontrado pela manhã, e seguiu para Muqui, município onde mora. Lá, enterrou as armas e, na sequência, ligou para o 190, para passar pistas falsas à polícia e incriminar outra pessoa. Foi o que possibilitou que fosse encontrado e preso. A polícia, com ajuda de imagens captadas por sistema de vídeo-monitoramento da região, conseguiu reconstituir parte da trajetória.

 

Elucidação 

A polícia já desconfiava do envolvimento da mulher, devido à impossibilidade de o bandido acessar a casa gradeada sem ajuda ou ser notado. O relacionamento dela com o amante Giovani, que começara há cerca de um mês em academia de ginástica, logo foi descoberto. Ela e ele foram levados para a delegacia, mas negavam participação no crime, com versões conflitantes.

Mas, com a prisão de Felipe, a história que contavam, ficou insustentável. Foi o assassino que revelou à polícia a participação de cada um no crime e levou os investigadores até o local onde enterrara as armas. Restou aos outros dois confessar. 

A mulher ainda tentou justificar, dizendo ser vítima de violência doméstica, mas vizinhos não acreditam nessa versão. Nem a polícia.

A viatura e as armas, uma pistola .40, da Polícia Civil, e uma 380, de uso particular da vítima, munições, carregador, algema, dentre outros objetos levados da casa, foram recuperados. A resposta ao homicídio envolveu mobilização das polícias Civil e Militar.

 

Despedida

O velório do inspetor da Polícia Civil ocorre na Câmara Municipal, em Muqui. Neste sábado, o cortejo sai às 8h00, desta sábado (1), do local para Mimoso do Sul, onde o corpo será enterrado.

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