Enfermeiras da Utin fazem "chá revelação" para mãe de bebê internado - Jornal Fato
Saúde

Enfermeiras da Utin fazem "chá revelação" para mãe de bebê internado

O bebê tem uma má formação congênita que impedia o diagnóstico biológico feminino ou masculino


É isso mesmo que você leu. Uma mãe que está com um bebê internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, foi surpreendida com um "chá revelação" promovido pelas enfermeiras. A criança, que nasceu no dia 24 de dezembro, tem uma má formação congênita que impedia o diagnóstico biológico feminino ou masculino, que só foi definido por meio de um exame genético.

Na última quinta-feira (13), o resultado do exame ficou pronto e as enfermeiras da Utin resolveram fazer uma surpresa para a mãe e compraram um lança confetes na cor rosa, já que o bebê é uma menina e se chamará Emily. No chá revelação improvisado fora da Utin, a mãe finalmente pode saber o sexo da criança em um momento de muita emoção para todos, com uma chuva de confetes rosa. Emily também ganhou uma roupinha rosa, que já foi usada nas fotos ao lado da mamãe.

Jéssica Severo Bianchi Gonoring, mãe de Emily, mora com a família em Guaparari, onde teve a criança, que depois foi transferida para o Himaba, estava bastante emocionada e aliviada com a notícia. "Ela nasceu de sete meses e desde o começo eu sabia que ela iria vir com uma má formação no intestino e por isso não conseguimos ver o sexo na ultrassonografia. Eu estava ansiosa para essa definição porque a gente queria dar um nome e registrá-la, e agora estou aliviada também, porque as cirurgias serão menos complicadas por ser uma menina. Adorei a surpresa que as enfermeiras fizeram, já que não pude fazer chá revelação durante a gravidez", contou Jéssica.

A pequena Emily veio ao mundo com uma má formação congênita de trato urinário, intestinal e genital. O médico pediatra que acompanha Emily na unidade de médio risco, Lincoln Bertholi Rohr, explicou sobre o quadro da criança. "A gente não tinha como fazer um diagnóstico olhando pelas características físicas para determinar se era menino ou menina, então fizemos um exame genético. Ela tem recebido tratamento, sem cirurgia. Até o momento, fizemos uma colostomia e está evoluindo bem, estável e ganhando peso. Acredito que nas próximas semanas poderá receber alta, com todo o acompanhamento nosso", esclareceu o pediatra.

Ainda segundo o médico, Emily terá que passar por cirurgias de correção do trato urinário, da bexiga, do intestino e de reconstrução genital. As intervenções poderão ser feitas no próprio Himaba ao longo do tempo.

Uma das responsáveis pela surpresa para Jéssica foi a enfermeira da Utin, Kátia Cristina Vieira Silva, que deu um depoimento emocionado logo após a revelação. "Somos apaixonadas pela UTI Neonatal então o que a gente puder proporcionar de alegria para as mães, a gente faz. A questão da definição do sexo gerou muita expectativa em todos, e quando saiu o resultado decidimos fazer essa surpresa para a mãe. É muito gratificante, indescritível. A gente se emociona junto com eles, participa das emoções e tristezas, então, a gente até se desprende das nossas atividades na hora para proporcionar momentos de alegria assim", afirmou.

 

O Himaba

Mantido pelo Governo do Estado, o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, é administrado desde o dia 6 de novembro de 2019, pelo Instituto Gnosis, por meio de um contrato de gestão firmado com a Secretaria da Saúde (Sesa).

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